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Denúncias de desvio de dinheiro e fraudes assolam Confederação Brasileira de Taekwondo

Mais denúncias começam a aparecer contra a Confederação Brasileira de Taekwondo. Após a série sobre o Mundo Encantado do COB, produzida pela ESPN Brasil, outro personagem envolvido com a CBTKD deu mais detalhes e apresentou outras provas sobre desvio de dinheiro e fraudes em auditorias cometidas pelo presidente da entidade máxima do taekwondo brasileiro, Carlos Fernandes.

Juliano Tomé é advogado e trabalhou por dois anos na confederação até deixar o seu emprego em maio deste ano. Segundo documentos apresentados por ele, o presidente Carlos Fernandes usou o dinheiro da CBTKD para pagar uma viagem de férias para si mesmo, a namorada e os dois filhos. No total, cerca de R$ 15 mil teriam sido desviados para bancar a estadia de dez dias em Aracajú, capital do Sergipe.

O advogado ainda denuncia fraudes em processos de auditoria de contas da CBTKD. “Precisávamos de um auditor para o exercício fiscal de 2010 e foi apresentado esse senhor chamado Márcio Silmar. Precisávamos que ele fizesse a auditoria, mas como pessoa física ele não podia emitir nota fiscal. Tenho um e-mail de 2011 no qual ele diz que se a gente precisasse de nota fiscal, poderíamos entrar em contato com um amigo dele que tinha uma empresa no centro do Rio de Janeiro, chamada HM Machado”, disse Tomé.

“Eu descobri que esse cidadão não era auditor. Mesmo sabendo disso, ele foi contratado novamente pela confederação. Depois, a empresa que venceu a licitação, que não foi transparente, foi a mesma HM Machado. O edital foi posto no dia 20 de março, e o prazo de inscrição terminava no dia 19 de março”, completou.

As denúncias sobre fraudes em auditorias são endossadas por Marcelino Soares de Barros, vice-presidente da Federação Mineira de Taekwondo (FTEMG) e responsável pelas primeiras denúncias contra a CBTKD, no começo do mês. Ele diz que a empresa contratada para avaliar as contas do ano fiscal de 2011 não existe.

“Quero ver explicações sobre a Assistec. Queria provas que essa Assistec tem sede no Rio de Janeiro e que quem assina é o senhor Valcir Torres Vieira. Tenho provas que houve uma fraude em uma auditoria onde falsificaram um documento. A Assistec é uma empresa de Minas Gerais, da cidade de Itabira. Eles nunca fizeram um serviço de auditoria”, disse.

Para terminar as denúncias, o presidente da Federação de Taekwondo de Rondônia, Robson de Oliveira, confirmou as acusações que já haviam sido feitas por Marcelino sobre uma fraude na aprovação do estatuto da CTKD.

“Foi lido um estatuto o qual todos aprovamos em reunião, mas o atual presidente, para minar qualquer resistência, alterou o regulamento que foi aprovado e registrou outro em cartório, usando como base uma lista de presença que foi assinada em paralelo. Foi uma esperteza política e um crime”, disse Robson.

Enquanto isso, o presidente da CBTKD se diz bastante tranquilo. Carlos Fernandes garante que não há nenhum problema com a confederação e pede que provas do contrário sejam apresentadas. “Não tem nenhuma fraude nas contas. O COB examinou, não tem nada errado”, disse.

“Tenho tantas coisas maiores para me preocupar do que me preocupar com o senhor Marcelino Barros. Até porque eu entendo que as pessoas que tenham que reclamar, falar ou criticar, que apresentem provas contundentes, não mentiras e palhaçadas. O Marcelino está trazendo o circo para dentro do teakwondo”, completou.